Números f menores permitem que uma maior quantidade de luz atinja o sensor. Caso interesse, eis o porquê:
Ora, se o número f é resultado da divisão da distância focal (Distância, em milímetros, entre o plano do filme, ou sensor, e o conjunto óptico/objetiva) pelo diâmetro do orifício, quanto maior o tamanho do diâmetro deste orifício, mais luz entrará na câmera quando acionado o disparador. Se o oríficio aumenta, maior o número que dividirá o valor da distância focal, consequentemente, menor será o número f de abertura.
As lentes que possuem menores Números f são chamadas de lentes rápidas. Porque demandam menores tempos de exposição (velocidade do obturador) para registrar a cena.
Lentes com distâncias focais maiores, como as Telephoto, demandam diâmetros bem maiores para atingir determinado número f do que lentes normais ou grande angulares, portanto, aquelas a preços acessíveis são bem mais lentas. Diâmetros maiores demandam lentes maiores e mais perfeitas para evitar aberrações ópticas, e isso custa caro pra caramba.
Entenda melhor a distância focal e os primórdios da abertura aqui.
1.2 – Velocidade (do Obturador)
O obturador, ou, Shutter, fica no corpo da câmera. É este dispositivo que ao disparar cortinas (lâminas de fibra de carbono ou outros materiais) é responsável pela passagem da luz. Quando as cortinas estão abertas, a luz que vem da objetiva atinge a superfície foto sensível. Quando elas estão fechadas, a câmara escura permanece vedada. A velocidade do obturador é o intervalo de tempo que as cortinas ficam abertas, permitindo a passagem da luz. Esse tempo pode ser de frações de segundos ou até de horas (utilizando-se o controle manual de exposição).
A unidade de medida para selecionar o intervalo de disparo do obturador é o segundo (”) e suas frações. Ex: 4″ – 2″ – 1″ – 1/2″ – 1/4″ – 1/8″. No exemplo acima o valor 1, quer dizer um segundo (É o valor mais lento que pode ser selecionado na Nikon F-301). A partir daí, 2 quer dizer meio segundo, 4 quer dizer um quarto de segundo, e então, um oitavo, um quinze avos, um trinta avos, e assim por diante até atingirmos o limite de velocidade das cortinas da F-301, que é de 1/2000 avos de segundo!
“B” é o modo de disparo manual. Você aperta o botão de disparo e as cortinas se abrem. Elas continuam abertas até que você solte o botão. Para utilizar este recurso, o ideal é contar com tripé e um disparador (com ou sem fio) para evitar fotografias tremidas pela ação do dedo humano diretamente sobre o corpo da máquina enquanto esta registra a cena.
1.3 – ISO / ASA – São unidades de medida utlilizadas para representar a sensibilidade do sensor ou do filme. Um filme ISO 100 é tão sensível quanto um filme ASA 100. Números de Iso maiores, necessitam de menos luz para registrar a cena e vice e versa. Chamamos de filmes rápidos aqueles com número ISO mais elevado, porque, por exemplo, quando se dobra o valor do ISO dobra-se a sensibilidade do filme, o que significa que ele vai demandar metade da luz necessária para registrar uma cena e produzir a mesma densidade de informação na imagem capturada. Por esta razão, podemos então utilizar valores mais altos de velocidade do obturador para o registo.
2. Qualidade: Cada controlador mencionado acima implica em mudanças significativas na imagem fotografada, alterando assim a sua qualidade:
2.1 – Variação da Abertura: Variar a abertura significa permitir a passagem de mais ou menos luz através da objetiva, o que implica em aumentar ou diminuir a profundidade de campo, ou seja, a área da fotografia que está dentro de padrões aceitáveis de foco. Por exemplo, se um objeto está a três metros da câmera e um outro objeto está a quatro, e ambos estão aparentemente dentro do foco, entendemos que a profundidade de campo que a abertura utilizada proporciona é de, pelo menos, 1 metro.Variar a profundidade de campo pode ser um recurso indispensável em algumas situações. No exemplo acima, notamos como a diminuição da profundidade de campo destaca o objeto que está em primeiro plano livrando-o da confusão do cenário em que se encontra.
2.2 – Variação da Velocidade: Variar o tempo de exposição de uma fotografia, ou, definir a velocidade do obturador, significa permitir que a luz incida durante um tempo maior ou menor sobre o sensor foto sensível ou filme. Se há movimento na cena, e se a velocidade do obturador for suficientemente baixa, veremos borrões. Isso pode ser ruim… Ou não! Este recurso pode ser utilizado para ilustrar movimento na imagem capturada.Câmera no tripé, velocidade do obturador de cerca de 6″ segundos e uma sacada gentilmente emprestada. Obrigado Luciana e André!
2.3 – Variação do ISO: Buscar mais detalhes em cenas menos iluminadas é uma faca de dois gumes, porque números de ISO muito altos, desde o tempo dos filmes fotográficos, implicam em granulação, seja de Aletos de prata, seja, mais recentemente, de pixels.Nas imagens acima, mantive o valor da abertura fixo para ilustrar o conceito de “ISO mais rápido”. Quando utilizei um número de ISO maior, a velocidade de obturador utilizada aumentou proporcionalmente (em 4 pontos de luz). Note que a granulação proveniente da alteração de sensibilidade aparece com mais crueldade na área escura da imagem.
3. Conclusão: Velocidade, abertura e ISO São mecanismos independentes que relacionam-se diretamente. Estes controles causam alterações na qualidade da fotografia. São recursos preciosos de expressão e instrumentos indispensáveis para construirmos uma narrativa fotográfica. Veremos na segunda parte deste artigo como é que isso tudo se relaciona a partir do sistema de pontos de luz!
Fontes: Wikipedia, Ansel Adams: A câmera. Imagens: Caio Kauffmann.
31
MAR 10
Radioflash Elinchrom
Há muitos questionamentos na rede a respeito da melhor marca de Radioflashs. Há também, claro (óh, Deus, proteja-me das unanimidades), os Pocket Wizards, que estão disponíveis em modelos que se adaptam a qualquer cenário. Tem gente meio doida que chega até a considerar o fator “Sensualidade” quando o assunto está em pauta. Eu, cá entre nós, não consigo ligar muito bem uma coisa à outra com tanta naturalidade!
O que é o chamado Radioflash?
Trata-se de transmissores/receptores de ondas de rádio que podem atuar em diferentes freqüências cuja finalidade é disparar o flash quando este não está acoplado na câmera. O Transmissor fica acoplado na sua máquina e o Receptor é ligado à fonte luminosa, que pode ser um flash de estúdio, ou de câmera mesmo, montado em um tripé.
Uma alternativa para o Radioflash é o famoso cabo de sincronismo, que efetua a mesma operação descrita, porém, restringe a mobilidade do fotógrafo por conta da existência de um fio que tem comprimento limitado e que pode enganchar inadvertidamente em qualquer coisa, desde um tripé até o pé de uma distraída produtora.
Alguns Radio Flashes (assim como alguns cabos de sincronismo) podem, inclusive, transmitir dados deTTL. É possível utilizar várias fontes luminosas com apenas um receptor se habilitarmos a foto célula nas demais para dispararem assim que o primeiro disparo for efetuado.
Você pode também possuir mais de um receptor que seja acionado pelo mesmo transmissor.
Sobre Unanimidades:
Não compre unanimidades. A não ser que você realmente precise delas. O Pocket Wizard é uma unanimidade. Não é porque ele não falha, mas porque os caras se especializaram no assunto a ponto de criar uma das, se não, a mais flexível ferramenta para o fim proposto. Agora, será que é preciso mesmo pagar uma fortuna apenas porque ele supre com excelência a necessidade de profissionais incríveis que não necessariamente têm as mesmas demandas que você? A não ser que o seu perfil filantrópico anseie pelo desenvolvimento de tecnologia que vai dar muito lucro a alguém que nem ao menos freqüenta a sua casa, não.
O Elinchron Skyport:
Há alguns meses, rodei a cidade procurando me informar a respeito dos modelos disponíveis e suas características. Constatei que apesar de São Paulo ser uma das maiores metrópoles do planeta as opções por aqui são escassas. Na época, a maioria das lojas que visitei vendia trambolhos de fabricação nacional, ou, importados a preços exorbitantes.
“Porquê da escassez de modelos importados?”, perguntei.
“Porque não há saída, eles chegam muito caros por aqui”, respondeu o vendedor.
Fiz alguma pesquisa e descobri que a Elinchron, que é uma conceituada fabricante de flashes para estúdio, comercializava o seu próprio rádio transmissor. E foi aí que adquiri um Kit, via Ana Cecília, direto de NY. Comprei na BHPHOTO e mandei entregar onde minha amiga se hospedava. Não posso comparar o Skyport com os demais modelos existentes simplesmente porque nunca tive acesso a nenhum outro. No entanto, posso compartilhar minhas impressões sobre esse produto fabuloso!
O kit veio com Transmissor + Receptor e opções diversas de plugs, o que me dá liberdade para acoplar o radiotransmissor em qualquer tipo de flash.
Alguns números a respeito:
Velocidade de disparo: 1/1000s
8 canais de frequência
Alcance:50m para interiores e 120m para exteriores
De modo geral, tanto transmissor quanto receptor são leves e parecem um pouco delicados, o equipamento vem num estojo acolchoado e nunca enfrentei qualquer problema que apontasse fragilidade.
O Transmissor:
Utiliza uma bateria de Lithium CR2430 3.0V e, apesar de eu ter lido que ela “não dura muito”, para mim, está durando. Eu adoraria fornecer informação quantitativa a respeito, mas infelizmente minha desorganização ainda não permitiu. Vou tentar atualizar futuramente o post.
Os modos de disparo presentes no transmissor podem acionar independentemente flashs de até quatro grupos distintos. Por ex: Você tem três flashes, cada um com um receptor, e determina que dois deles estão no grupo “2″ e o restante no grupo “1″. Se você selecionar no transmissor que quer apenas que o grupo “1″ dispare, apenas o flash que está no grupo “1″ irá disparar.
O Transmissor também conta com controladores de funções para flashes da linha RX, da Elinchron, como o acionamento da luz de modelagem e controle de variação da intensidade luminosa em até 10 pontos.
O receptor:
Funciona com bateria recarregável interna, o que é uma maravilha! Terminando a sessão, é só plugar na tomada!
O mais importante: Já tirei mais de mil fotos com esse Kit da Elinchron – funcionando vezes com o Flash +3003 da Mako, outras com o extinto SB80 da Nikon – e eles NUNCA falharam.
12
MAR 10
O tamanho da fotografia impressa.
Uma fotografia apenas existe porque ela dispõe de um suporte que a materializa. Um arquivo eletrônico, um negativo, uma chapa de vidro, uma impressão fotográfica. Hoje – e desculpem-me os românticos -, não há muitas razões para utilizarmos suportes analógicos para a captação de imagens. A fotografia digital cortou etapas, abreviou processos e, principalmente: Nunca foi tão barato e acessível aprender, tirar, publicar fotografias.
No entanto, por vezes, é necessário trazermos estes códigos binários para suportes analógicos. Seja na impressão de um catálogo, cartaz, revista, seja para reproduzir diagnósticos médicos. E é aí que começa a confusão: Megapixels, Resolução, PPI, DPI, RGB, CMYK. Parece que estamos em guerra.
Seguem algumas definições:
-O pixel: Imagens eletrônicas são feitas de pequenos pontos chamados de Pixels. São os Picture Elements (Elementos de figura), que arranjados horizontal e verticalmente, compõe fotografias, desenhos, texto e demais elementos de design. O Pixel também é a menor parte de um sensor de uma câmera digital. Quanto mais pixels possuir o sensor, mais detalhes ele irá capturar (mais pixels para compor a imagem ele irá criar), o que significa que a imagem guardará mais informação, detalhes.
-Resolução nos monitores: É a quantidade total de pixels que eles podem exibir quando em funcionamento. Independente da mídia reproduzida (Filme, fotografia, gráficos, vetores). Só podemos alterar a resolução de um monitor entrando em suas configurações(no próprio monitor ou através do sistema operacional). Monitores têm resolução máxima. Se diminuímos a resolução de um monitor, as imagens exibidas por ele serão disponibilizadas em maior tamanho, pois o número de pixels da imagem permanece o mesmo, mas o número total de pixels exibidos por eles diminui.
-Resolução da Imagem/Câmera: É a quantidade de detalhe que uma imagem guarda.
Uma câmera de 10MP (megapixels) tem um sensor de 10MP que produzirá imagens com, no máximo, 10MP. A resolução de uma câmera, portanto, é a quantidade total de pixels responsáveis pela formação das imagens produzidas por ela.
Uma câmera de 10MP registra mais detalhes que uma câmera de 3MP, o que, em alguns casos (Por exemplo, em impressões menores que 10×15cm), faz pouca ou nenhuma diferença para a percepção humana. Já, em outros casos, uma resolução maior faz toda a diferença. A resolução da câmera pode ser alterada de acordo com as necessidades e demandas do usuário.
-Megapixels: Para determinar a resolução de uma câmera digital, multiplique a largura da maior fotografia produzida por ela pela sua altura. O resultado é um número deveras extenso que é representado em megapixels: 1MP significa um milhão de pixels, ou, o número 1 seguido de 6 zeros. Uma imagem quadrada, de 1MP tem 1000 pixels de largura por 1000 pixels de altura. As fotografias, entretanto, não são sempre quadradas.
-Razão da imagem: Uma câmera de 10.1MP produz imagens de aproximadamente 10.100.000 de pixels. No caso da Nikon D60, essas imagens têm 3872 de largura, contra 2592 pixels de altura. (Ou o contrário, se a fotografia é enquadrada no plano vertical). A proporção das imagens pode variar de câmera para câmera, isso é o que chamamos de aspect ratio, ou, a razão entre a altura e a largura: As TV’s widescreen tem a razão 16:9 (16 unidades de medida para a largura e 9 para a altura), as do tempo do seu pai, funcionam na razão 4:3.
PPI x DPI
Quando disponibilizamos qualquer imagem digital em nossos monitores com 100% do seu tamanho original, ela exibirá todos os pixels que possui. Hoje, na maioria dos casos, a imagem não caberá inteira na tela. Para visualizarmos a fotografia por inteiro, devemos retroceder no Zoom. Feito isso, certos detalhes ficam menos visíveis ou desaparecem. Se colocarmos uma lupa no monitor a fim de enxergarmos estes detalhes, eles simplesmente não estarão lá.
Isso acontece porque o suporte digital que disponibiliza essas imagens – o seu monitor – trabalha sempre com a mesma resolução e quando utilizamos a função zoom para “diminuirmos” as imagens, o software de edição seleciona pixels que são retirados da imagem para que esta pareça menor. A única forma de enxergarmos estes detalhes novamente é aproximando o zoom do programa de manipulação de imagem, que trará estes pixels de volta.
PPI (Pixels Per Inch, ou, Pixels por polegada) e DPI (Dots Per Inch, ou, pontos por polegada) começam a fazer algum sentido quando pensamos em transportar a imagem digital para um suporte analógico, ou seja, quando queremos imprimir a fotografia.
Os PPI representam a quantidade de pixels presentes em uma polegada da imagem impressa.
Exemplo: Uma imagem com 1MP pode ter baixa resolução (parecer menos definida, com menor quantidade de detalhes) ao ser impressa em uma folha A4, mas se formos imprimi-la com o tamanho de uma polegada, ela terá a altíssima resolução de MIL PIXELS POR POLEGADA (1000000ppi!!!). E eu não conheço NINGUÈM que considere uma imagem de 1MP uma imagem em alta resolução!
Aprendemos, portanto, que existe uma relação entre a questão das resoluções das imagens, o tamanho do seu suporte físico e a qualidade da impressão.
Uma fotografia impressa no tamanho 10×15cm com 300 PPI’s (Resolução indicada para impressão de fotos) contém 2092732 de pixels. Isso significa que se o seu objetivo é imprimir imagens neste formato, uma câmera de 3MP é mais do que o suficiente.
Se o seu objetivo é apenas imprimir imagens em 10×15cm e você tira as fotografias todas com 10MP de resolução, então você está desperdiçando espaço em disco. E para os socioambientalistas de plantão: Imagens maiores = mais tempo descarregando + mais tempo com os computadores e equipamentos ligados e processando = mais gases estufa sendo injetados atmosfera a dentro.
Conclusão: Você deve conhecer o uso que fará das imagens antes de selecionar a resolução desejada na câmera. Imagens com maior resolução do que o necessário significa menos espaço no cartão de memória, e você pode perder um registro incrível porque não haverá onde armazená-lo.
Diferentemente do que acontece nos monitores, que têm resoluções fixas e trabalham com simulações produzidas pelos softwares de edição, os suportes analógicos podem guardar informação que, com o auxílio de uma lupa, por exemplo, podem ser vislumbrados.
-O número de PPI’s determina o tamanho da imagem impressa, e é inversamente proporcional ao tamanho dessa impressão.
Imagine aquela imagem de 1000×1000 pixels. Se sua resolução for de 1000ppi, sua impressão será de uma polegada por uma polegada. (Porquê PPI significa Pixels por Polegada).
Agora, se reduzirmos a resolução da imagem para 250PPI’s, teremos uma imagem 4 vezes maior, de 4×4 polegadas. (Porque foram utilizados menos pixels por polegada impressa).
E se você determina um número de PPI’s 4 vezes menor para uma imagem, sua impressão será 4 vezes maior.
Quanto menor o número de PPI’s, menor a resolução da foto: Se o tamanho da imagem impressa continua o mesmo e você reduz o número de ppi, ao imprimir, os pixels terão que ser maiores ao ponto de, se praticados exageros, podermos notar sua presença na forma de um mosaico grosseiro digital.
Alterando o número de Pixels por polegada com softwares de edição. Custos e benefícios:
Quando se altera a resolução de uma imagem, você pode acrescentar pixels, retirar pixels ou manter a quantidade de pixels inalterada, o que produz variação no tamanho da imagem impressa.
-O software acrescenta pixels quando: Queremos aumentar o tamanho da imagem impressa, e manter a resolução original, ou, quando re-enquadramos a imagem aproximando o plano e mantendo sua resolução e tamanho de impressão. Este procedimento não é indicado, pois o programa irá criar novos pixels com base nos pixels originais da figura.
Ex: A imagem tem 1000×1000px e será impressa em 250ppi’s. Seu tamanho, portanto, será de 4 polegadas. Se quisermos que a impressão seja de 8 polegadas e ainda conserve seus 250ppi de resolução, o software irá criar um milhão de pixels! Isso não pode ser bom, mesmo porque a maioria dos softwares utiliza algum tipo de recurso como borrar os pixels para camuflar o impacto entre a informação “inventada” e a original.
Usamos porque:
-Apesar da perda de definição, é melhor ter uma imagem levemente borrada do que uma cheia de pixels aparentes, aqueles quadradinhos horripilantes, e bordas irregulares que entram em cena.
-Na hora da captura, não ponderamos sobre o tamanho do suporte que abrigaria a imagem.
-Houve necessidade de diminuir o tamanho do arquivo de imagem a fim de transferi-lo em alta velocidade utilizando uma conexão ruim de internet. (Hard News)
O software elimina pixels quando: O tamanho que a imagem será impressa demanda menos pixels por polegada do que fora capturado pela câmera. Ex: A imagem tem 250ppi’s e 10×15cm, mas você precisa dela impressa em 5×7,5cm com os mesmos 250ppi’s.
Usamos Porque:
-O arquivo fica menor e mais fácil de transferir, por exemplo, com uma conexão ruim de internet. (Hard News)
-A impressora possui poucos DPI’s e queremos diminuir o tempo de impressão(Neste caso, diminuiríamos a resolução e manteríamos o tamanho da impressão da imagem)
O software mantém a imagem imaculada quando: Tudo correu bem. Enquadramos direito, planejamos corretamente o uso que faríamos da imagem adequando o tamanho do suporte final à resolução de captura e temos todo o tempo do mundo para transferir o e imprimir o arquivo. Essa é a opção mais indicada.
Mas se é trabalho…
A verdade é que, se é trabalho, o ideal é sempre fotografar em alta resolução e em arquivos RAW. Dessa forma, você conserva o máximo de informações possível para poder executar uma saudável pós-produção, futuros reencquadramentos, sem stress, sem suor correndo pelas têmporas, a partir da melhor imagem original possível.
Nos tempos do filme 35mm: Há divergências quanto à resolução que teria o filme fotográfico de 35mm em megapixels. Algumas fontes indicam 16MP. O filme fotográfico é um suporte analógico. Por ser analógico a informação capturada está sempre lá. Não há compressão, não há seleção de tamanho da imagem na câmera.
Havia filmes de grãos mais finos, menos sensíveis à luz, que geravam imagens mais detalhadas, indicados para grandes ampliações. Também havia variação no tamanho dos filmes, que demandavam outro tipo de câmera. Por serem maiores, estes suportes guardavam mais informação que os filmes de 35mm.
Hoje há backs digitais e câmeras profissionais com sensores do tamanho das “chapas” de grande formato, utilizadas para fotografias que demandavam ampliações enormes ou correções de perspectiva, mas isso já são outros quinhentos.
DPI’s causam mais confusão ainda:
O termo DPI diz respeito às Impressoras do que à impressão propriamente dita. As impressoras imprimem em pontos. Pequenos pontos de tinta que variam em seu tamanho e espaçamento (processo de halftone).
Impressoras que produzem mais DPI’s criam imagens mais detalhadas cujas cores são melhores reproduzidas.
O número de DPI’s que uma impressora pode produzir depende da tecnologia da sua cabeça de impressão.
Impressoras a laser chegam a produzir 1800 pontos por polegada.
A quantidade de DPI’s de uma impressora normalmente deve ser maior que a quantidade de pixels por polegada de uma imagem a fim de produzir impressões da mesma qualidade. Isso ocorre por conta da quantidade limitada de variação de cor para cada ponto disponível na impressora.
O pixel de um monitor sRGB pode produzir 256 intensidades diferentes de luz em cada um dos três canaisRGB (Red, Green, Blue, ou, Vermelho, Verde, Azul) para criar, por adição, 256 elevado a terceira potência, ou seja, 16.777.216 cores! Enquanto que impressoras coloridas contam com um número muito menor de variações de intensidade de cor para cada um de seus quatro canais CMYC.
Resolução de uma impressão X Tamanho da Impressão X Distância do observador:
Quando apreciamos uma fotografia de 10×15cm aproximamos o álbum de nossos olhos para reconhecer pessoas, lugares, letreiros e contemplar seus detalhes. Se vislumbramos uma imagem de 20×30cm enquadrada na parede, naturalmente, nos distanciamos um pouco para podemos contemplá-la por inteira.
Falar de uma resolução ideal para impressão é um pouco subjetivo já que, quanto maior a ampliação da imagem, maior será a distância necessária para que o observador lhe extraia algum sentido. Além do mais, é insensato pensar em um outdoor com a resolução de 300ppi! Acredito que não haja no mercado um aparelho que possa capturar da realidade tanto detalhe e, principalmente, amigo verde, imagine só a quantidade de gases estufa que um computador produziria apenas para processar estas informações?
MAS, AFINAL DE CONTAS, QUE NÚMEROS EU DEVO UTILIZAR?
De modo geral, para impressões convencionais, a resolução mínima recomendada para se imprimir imagens de qualidade é de 240ppi. Significa que uma imagem capturada por uma câmera sony cybershot w80 de 3072×2304px pode resultar em imprssões de até 32×24cm.
Há uma forma de calcular isso: Para saber o tamanho da impressão de uma fotografia divida a altura e a largura da imagem pela resolução de impressão.
LARGURA DA IMAGEM ÷ 240ppi = Tamanho da largura da imagem na menor resolução indicada para impressão com qualidade (240ppi)
ALTURA DA IMAGEM ÷ 240ppi = Tamanho da altura da imagem na menor resolução indicada para impressão com qualidade (em polegadas).
O resultado dessas equações é representado em polegadas, pois esta é a unidade de medida padrão por aqui (ppi = Pixels por polegadas). Para encontrar um conversor de polegadas para centímetros, entre outras unidades de medida, clique aqui.
Existe uma tabela no site da microsoft que compara os tamanhos de impressão de imagens geradas por diferentes valores de MP Vou utilizá-la devido à sua praticidade, mas fique atento ao aspect ratio das imagens criadas pela sua câmera para evitar distorções:
Para fotografias impressas em 240ppi (Os tamanhos de impressão estão representados em polegadas):
Para fotografias impressas em 300ppi (Os tamanhos de impressão estão representados em polegadas):
É sempre bom ter em mente que a quantidade de MP disponíveis em uma câmera digital nem sempre é determinante para um bom resultado final. A maneira como você enquadra, a qualidade da luz que tem disponível, o tipo de compressão utilizado e o gerenciamento de cores do sensor da máquina, entre outras características, são determinantes para que seja obtido sucesso ao registrar a luz, refletida ou emitida, da melhor forma possível.
Divirtam-se.
Fontes: Photoshop CS4 Help File, Til De Frugal.com, Ken Rockwell.com, Microsoft.com, Wikipedia,Digital Photography Review.
04
MAR 10
Fotografia Pinhole, ou, a câmera de latinha.
No curso da história humana, houve sempre três tipos de pessoas: Aqueles que detém o Poder, aqueles reclamões, contraditoriamente, sempre ao sabor da maré, e aqueles cuja motivação é norteada por pueril curiosidade. Este blog trata do terceiro tipo.
As coisas não mudaram muito desde que o filósofo Ibn al-Haytham, nascido em Basra, no Iraque, descreveu no seu Livro de Óptica certos comportamentos da luz estudados pelos idos dos anos 1000. Ibn al Haytham atribuiu valores quantitativos às suas observações, e é creditada a ele a construção da primeira câmara obscura, usada para exemplificar a formação das imagens em nossos olhos.
A chamada PinHole (Buraco de Alfinete), ou, câmera de latinha é a forma mais visceral da câmera fotográfica. Sua simplicidade faz dela o instrumento ideal para demonstrar quais os fenômenos físicos que tornam a fotografia possível; e a compreensão de seu funcionamento justifica os principais recursos hoje presentes nas modernas câmeras DSLR.
A Câmara Obscura:
Imagine um quarto cujas portas e janelas estão fechadas, passe fita isolante em todas as frestas e apague as luzes, de forma que seja impossível detectar qualquer raio luminoso. O interior deste quarto é, a partir de agora, uma câmara obscura.
A câmera fotográfica não é diferente. Se você tem um material foto sensível como o filme, pronto para registrar a cena, você não quer que entre luz alguma que não a esperada. Porque você não quer velar o filme e porque quer registrar a cena sem outras interferências.
Voltando ao quarto, há duas diferenças principais entre o cômodo e a câmera de latinha. A primeira é o seu tamanho, claro, e a segunda, que existe um orifício na latinha que permite a passagem de luz . Outro mecanismo fundamental para se entender a fotografia é este orifício.
O buraco de alfinete:
Uma fonte luminosa emite raios de luz que se propagam em todas as direções:
Ao lado da vela, coloquemos uma caixa (câmara escura) com um orifício mais ou menos do diâmetro de uma agulha. A maioria dos raios emitidos pelo objeto são bloqueados, tendo parte de suas ondas refletidas e parte absorvidas pela superfície externa da caixa. Agora, aqueles raios cujo ângulo lhes volta diretamente na direção do buraco passam pela abertura incidindo na superfície anterior do interior, da caixa, formando uma imagem invertida (de ponta cabeça) e reversa (de trás para a frente).
Imagem Invertida: Na larga maioria dos casos, a luz viaja em linha reta. Imagens projetadas no interior de câmaras obscuras ficam de ponta cabeça porque, como o buraco deixa passar pouquíssimos raios de luz, apenas aqueles cujos ângulos remetem-lhes diretamente para dentro da caixa são capazes de projetar a imagem. Acontece que aqueles raios que saem do topo da vela na angulação correta para a projeção da imagem na caixa, vão fazê-lo na base da caixa, enquanto que os raios refletidos pela base da vela com a angulação correta para formar a imagem, projetam a luz no topo da caixa.
Imagem reversa: Da mesma forma que o fenômeno descrito anteriormente atua no eixo vertical, ele também acontece no plano horizontal.
Para imagens de maior qualidade, o buraco deve ser do tamanho ideal, perfeitamente redondo, e feito do material mais fino possível (e que não transmita luz).
Tamanho do Orifício:
Existe uma fórmula para determinar o diâmetro exato do buraco na caixa/latinha/quarto.
Muito provavelmente, a primeira pessoa a tentar encontrar uma fórmula para calcular o tamanho de buraco ideal foi o físico e matemático Josef Petzval, no século XIX. As conclusões de Petzval foram revistas e melhoradas pelo ganhador do prêmio Nobel Lord Rayleigh, que trabalhou durante 10 anos para chegar ao resultado que permanece válido até os dias de hoje.
Quanto maior o buraco, mais luminosa fica a imagem, porém, menos nítida, porque sofre interferências dos outros raios de luz vindos do mesmo ponto. Quanto menor o buraco, menos luminosa e mais nítida fica a cena projetada. Se o buraco, no entanto, é menor que o ideal, parte desses raios de luz acabam sofrendo o fenômeno da difração fazendo com que a imagem perca definição.
Portanto, existe um tamanho específico para cada buraco de acordo com sua distância focal. (Distância entre o buraco e a superfície cuja imagem será projetada para se obter a melhor definição possível). O conceito de distância focal é essencial para compreendermos como funcionam as lentes Tele objetivas, grande angulares e normais, mas isto é enredo para outro samba.
Eis a fórmula proposta por Lord Rayleigh:
Onde:
(d) é o Diâmetro do buraco (em milímetros).
(f) – é a Distância focal
(l)– é Comprimento de onda (O comprimento das ondas de luz amarela/verde é comunmente usado, que é: 0.00055 mm)
Eu não sou exatamente um sujeito que gosta de metáforas para explicar processos “complexos”, principalmente porque isto aqui é um blog de fotografia e não um tratado de física quântica. Um quarto não é uma câmera, oras! Ok, Pense de novo. Faça um buraco no quarto, e o quarto É a câmera nessas imagens fantásticas de Abelardo Morell!
Abelardo fez de câmaras obscuras quartos de hotéis localizados nas mais distintas locações e registrou as imagens com outra câmara obscura, provavelmente uma câmera fotográfica moderna.
Suportes Fotográficos:
A câmera de latinha só estará completa quando possuir um suporte para a imagem, ou seja, um material foto sensível no lado oposto ao do buraco.
Segue uma breve retrospectiva sobre os suportes fotográficos:
A fotografia começou a ficar viável a partir da década de 1820, com o desenvolvimento dos suportes químicos (Como o filme ou papel fotográfico). Em 1724, o alemão Johann Heinrich Schulze descobrira que alguns sais de prata como o nitrato e o cloreto de prata escurecem na presença da luz, e que o carbonato de cálcio fazia com a mistura absorvesse ainda mais luz. O problema é que o suporte continuava a escurecer enquanto exposto à luz, ou seja, a imagem não era fixada.
O primeiro fotograma permanente (que findo o processo, não escurecia quando exposto à luz)foi uma imagem produzida em 1822 pelo inventor francês Nicéphore Niépce, Em 1826 ele realizou a primeira fotografia permanente da natureza com uma câmara obscura, no entanto, o processo demandava 8 horas de exposição. A partir daí, Niépci começara a trabalhar com Louis Daguerre e ambos passaram a experimentar a mistura descoberta por Heinrich para diminuir o tempo necessário de exposição para a luz marcar o suporte. Daguerre continuou o trabalho após a morte de Niépce, o que culminou no desenvolvimento doDaguerreótipo, em 1837. Foi em 1839 que Daguerre ralizou o primeiro retrato de uma pessoa, o que levou alguns minutos de exposição fotográfica.
O brasileiro Hercules Florence já havia desenvolvido um processo bastante similar em 1832, batizado de Photographie e William Fox Talbot descobrira ainda outros modos de registrar imagens, mas manteve-os em segredo. Após ler sobre a invenção de Daguerre, Talbot inventou o chamado Calótipo, que cria imagens negativas (cuja luminosidade registrada é inversamente proporcional àquela da cena fotografada).
John Herschel inventou o processo do cianótipo popularmente conhecido como: “the blueprint”. Herschel foi o primeiro a utilizar os termos Fotografia, Negativo e Positivo. Foi em 1819 que descobriria que soluções de tiossulfato de sódio eram solventes de haletos de prata e informou sua descoberta a Talbot e Daguerre ajudando-os a desenvolver os métodos que usaram para fixar as imagens e fazê-las permanentes. Herschel produziu seu primeiro negativo de vidro em 1839.
Em 1851, Frederick Scott Archer publicou suas descobertas sobre a emulsão úmida de colódio, que era aplicado na chapa de vidro. Esse processo tornou-se o mais popular até 1880, quando a emulsão seca de colódio foi introduzida.
Há três variações do processo que utiliza o colódio: O Ambrótipo (Formação de uma imagem positiva numa chapa de metal), o Ferrótipo (Formação de uma imagem positiva na chapa de vidro) e o negativo, que era impresso em papel, com base de Albumina ou do chamado Salt paper.
Muitos avanços relacionados às chapas de vidro e emulsões foram realizados ao longo do século XIX, até que, em 1884, George Eastman desenvolveu o filme fotográfico, ainda em preto e branco, que rapidamente substituiu tudo o que viera antes, apontando para a tecnologia usada até hoje em câmeras de filme.
Foi em 1908 que Gabriel Lippmann ganhou o prêmio Nobel de física pela reprodução de cores no processo fotográfico, baseado no fenômeno da interferência.
O Papel fotográfico em preto e branco, que, diga-se de passagem, já anda em extinção, é o suporte ideal para as latinhas, já que são maleáveis, de grandes proporções e de fácil revelação, porém, há como fazer fotografias pinhole utilizando qualquer tipo de superfície fotosensível. Veja esta câmera feita com umacaixinha de fósforos! (Este link está dando erro, vá na barra de endereço e aperte o enter novamente que o browser lerá a página).
Tempo de expodição:
Nas pinholes, o tempo que o suporte fica exposto aos raios luminosos também deve ser calculado para que a cena conserve o máximo de informação. Há tabelas de filmes e papéis fotográficos e suas exposições corretas para cada abertura possível, porém, o processo da tentativa e erro também está valendo. Os suportes que antes necessitavam de horas de exposição são fichinha para os negativos ultra sensíveis e lentes claras de hoje que, em conjunto, podem tirar fotografias a velocidades tão rápidas quanto 1/2000 segundo ou mais rápido.
Outros usos para o PinHole:
A partir da renascença a câmara obscura fora bastante utilizada tanto por motivações científicas (astronomia), como artísticas. Equipada com uma lente, as câmaras obscuras eram instrumentos que auxiliavam artistas e aprendizes a desenhar.
E é mais ou menos por aí. Câmeras de latinha vão direto ao ponto. Possuem distância focal, abertura e um material foto sensível que deve ser exposto durante o tempo correto, de acordo com a sua sensibilidade, para registrar os objetos em cena da melhor forma possível.
fontes: the Pinhole.cz, photo.net, wikipedia, alspix.
02
MAR 10
Grafiteiros que desenham com luz:
O designer francês Aissa Logerot extrapola todas as expectativas dos lightpainters ao desenvolver o equipamento batizado de “Halo”. Em forma de latinha de tinta spray, Halo é uma lanterna de led cuja proposta é preservar as técnicas e gestos usados por grafiteiros. A troca de bicos permite que os usuários disponham de diferentes cores e intensidades luminosas. Se a bateria te deixar na mão, basta chacoalhar a lata, exatamente como se faz para misturar a tinta nos sprays.
Você não tem que limpar os bicos e tão pouco corre o risco de parar na cadeia!
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